A magia do Natal | Por Romilto Lopes


Resultado de imagem para fim de anoÉ muito comum nas festas de fim de ano o ataque do famoso espírito natalino: a bondade paira, a amizade parece fluir livremente, uma certa paz permeia as relações, ficamos mais emotivos, mais sensíveis, mais suscetíveis a perdoar, a repensar nossa vida e as relações que mantemos.

A pergunta que deveria ser frequente no cotidiano é feita apenas uma vez por ano, a amizade que poderia ser retomada e reforçada diariamente parece a coisa mais importante nessa época. Enfim, parece que deixamos para o fim de ano tudo que é bom. Mas será que precisamos agir assim? Será que esse funcionamento é saudável?

Todos tem um jeito de ser e fazer as coisas. Nossas relações são mantidas ou desfeitas a partir das escolhas que fazemos. Estamos constantemente iniciando e encerrando ciclos, etapas em nossa vida. Então, por que delegar ao fim de ano/começo de ano a responsabilidade de decidir fatos, relações e ações que podem trazer benefícios todos os dias?

Não sei se algo meramente cultural, acredito que não. Bom, em todo caso, o que temos é um grande “hoje” e hoje podemos escolher aprender novos modos de ser, fazer, relacionar. Então, não precisamos deixar para amanhã, mês que vem, ou para o próximo feriado importante para aprender a dizer boas palavras, a demonstrar sentimento pelas pessoas com as quais nos importamos, a iniciar uma dieta, um estilo de vida saudável, aprender uma língua nova ou começar um livro.

Hoje é um tempo contínuo, sempre subjetivo. Por vezes temos o hábito de fazer do hoje um tempo perdido.

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