As pessoas não são viciadas em álcool ou drogas elas são viciadas no escapismo, no amortecimento da mente, na falta de coragem para encarar os fatos. | Por Anieli Talon


Elas não são dependentes químicas, elas são dependentes emocionais.

A fuga de si acontece quando o ser acredita que o complemento do que lhe falta está fora, e então passa a querer resgatar algo que perdeu, algo que ficou perdido no subconsciente diante do desvio da energia vital ocorrido por meio da repressão, negação, trauma, medo…

O ser que é reprimido perde a conexão da sua essência e sente necessidade de saciar esta falta – a falta do amor. Aquilo que não tem preenchimento interno se torna a ânsia de ter algo a mais, e então o ser parte em busca de comida, bebida, pessoas, se amortece na preguiça, usa da raiva, do orgulho, do medo como projeções extremas de sua carência. A falta, a saga do preenchimento interno se transforma nessa ansiedade.
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O ser humano é divino e completo, tem em si tudo do que precisa, mas os padrões e condicionamentos o fazem acreditar que é um ser carente e vítima do mundo.

As faltas e anseios estão nesta desconexão com a própria natureza.

Vivemos tempos de remédios para dormir, outros para ansiedade, de terapias infinitas, de drogas e álcool como válvula de escape! Enquanto continuarmos buscando fora, iremos sempre criar falsas expectativas, projetar nossas carências nos parceiros e viver na co-dependência emocional. Enquanto não curarmos a criança ferida que está escondida nas máscaras e na falta de luz no inconsciente, não teremos oportunidade de ressignificar as experiências, e então nos colocaremos sempre como vitimas de um mundo injusto e cruel.

O relacionamento amoroso é um desses caminhos de troca, de lapidação do ser, e de acesso ao amor interno. A relação motivada pelo eros dá a oportunidade do acesso à totalidade por meio da sexualidade. Porém, sem entendimento, coragem e humildade, a relação pode virar um eterno jogo de acusação, sentimento de posse, e vingança ocasionado pelos mecanismos de defesa da carência afetiva.

Esta separação da fonte de amor traz um sentimento de não pertencimento, de separação – o que na verdade é tudo ilusão da mente, do ego.

Somos totais – O ego, que nos dá a individualização, o mediador dos mundos, pode também aprisionar e desconectar o ser da sua própria essência dando esta sensação de separação. Quanto mais ego, mais separação, mais angustia.

Devemos relembrar do propósito maior da humanidade – expandir a consciência! E é por meio do desidentificação do ego que é possível acessar a matriz divina que é o amor.

A medida que vamos nos conhecendo, vamos nos libertando das falsas crenças limitantes e dando oportunidade para o renascimento do ser, mais consciente, expressivo e responsável.

As repressões são o veneno do consciente, geram feridas emocionais, e é um jeito de destruir a si mesmo. Confie em si e vá para onde a espontaneidade o levar. Assim são as crianças! Elas não expressivas e naturais, são assim antes de serem condicionadas e reprimididas. Expressão é vida, repressão é suicídio.

O escapismo de si não será nunca o caminho. Tomar as rédeas da própria vida é ter consciência do ser que te habita e assim fazer o possível para acessá-lo e buscar caminhos de aperfeiçoamento e de novos entendimentos para a promoção da cura e do desenvolvimento pessoal e espiritual.

Tome consciência, desperte seu ser divino. Está tudo dentro de você.

Fonte: Conti Outra

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