Minimalismo: um documentário para refletir | Por Romilto Lopes


Essa semana, depois de aquelas tradicionais correrias de trabalho, me peguei pensando sobre os seriados que eu costumo assistir. Todos com finalidade de entretenimento. Uma certa culpa se achegou e para bani-la “de uma vez por todas” decidi assistir algo produtivo.

No extenso campo de possibilidades entre sites, serviços de streaming etc… decidi acessar a Netflix e optar por algo lá. Confesso que consultei alguns sites buscando séries que fosse construtivas ou que me servissem para algo além de entreter. Pois bem! Entre as opções de documentários, chamou o título que, segundo o resumo, era uma nova abordagem de vida dentro do estilo americano de viver: o minimalismo. Interessado, assisti. Então, eis algumas de minhas impressões.

O documentário relata uma nova forma de ser e estar no mundo contemporâneo. Sem modismos, mas com um apelo consciente aos excessos que temos cometido com o consumismo compulsório dos anos 90 para cá. De certa forma é uma crítica social ao modo como nos tornamos dependentes do processo de produção e consumo.

Já reparou que cada dia mais consumismo mais e mesmo assim continuamos insatisfeitos? Carro novo, roupa nova, casa nova, brindes novos, trecos novos para decorar a casa e escritório: o mercado oferece infinitas possibilidades para consumirmos. Sempre mais e mais.

O documentário aborda algumas características da nossa espécie quanto ao consumo: primordialmente, acumulávamos para ter uma reserva futura em tempos de escassez. Contudo, não acumulamos mais com essa finalidade haja vista que muitas das posses que hoje temos não possuem uma finalidade ou propósito específico. Muito do que possuímos é para disputas sociais inúteis e fúteis. O documentário destaca a forte influencia da mídia para a criação dessa necessidade de consumir. E isso se tornou extremamente claro nos inúmeros produtos voltados para as crianças, hoje as atuais reféns e destinatários desse consumismo desenfreado.

Exemplos de superação e mudanças radicais de vida são mostrados. Mas independente de adotar ou não uma vida completamente diferente, vale a pena a reflexão para a importância que as coisas possuem em nosso cotidiano. Vivemos em sociedade e consumir faz parte do processo relacional. Contudo, vivemos tempos de consumismo compulsivo para atingir ideais de felicidade e bem estar através de bens materiais, enquanto estamos deixando de lado os prazeres das relações interpessoais, desvalorizando pessoas e o contato humano.

Como sugestão para promessas de ano novo, deixo minha contribuição:

Minimalism: A Documentary About the Important Things

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