Setembro Amarelo: Procurar um culpado não ameniza a dor | Por Helen Cristina


Setembro Amarelo: Procurar um culpado não ameniza a dor

 

Quando o assunto é suicídio é normal conversarmos sobre ele depois do fato, pois o tabu nos impede de fazermos isso antes. Existe sempre um assunto na pauta que quase nunca é tocado, porém muito doloroso e fica na mente das pessoas que continuam vivas: de quem é a culpa? Quero deixar claro que no suicídio não existem culpados, somente vítimas, considere como vítima quem praticou o ato e aqueles por ele afetado.

É “normal” familiares e amigos ficarem se culpabilizando, vivendo no “e se”, perpetuando o luto e a dor da perda, porém isso não nos leva a lugar algum, não melhora a situação, muito menos faz com que ela se inverta, para os que ficam o que resta é procurar ajuda para lidar com as consequências deixadas pelo suicídio, é buscar uma maneira de mesmo na dor conseguir seguir e fazer da situação um aprendizado.

Fonte: Mídia Bahia

Por isso, é sempre bom parar um pouco e analisar o que tem feito da sua vida, olhar ao redor e ver como estão suas relações, como estão as pessoas. Tente responder: você sabe o que se passa com cada uma das pessoas importantes em sua vida? Eu acredito que seja impossível você saber. Você consegue identificar quando alguém precisa de ajuda? Consegue ver um pedido de socorro mesmo sem a pessoa verbalizar isso? Novamente eu acredito que não. A menos que você esteja conscientizado para isso, e para tal, é necessário falarmos sobre o assunto.

Por isso a Organização Mundial de Saúde trouxe que: uma maneira de dar uma resposta nacional a este tipo de morte é estabelecer uma estratégia de prevenção, como a restrição de acesso a meios utilizados para o suicídio (armas de fogo, pesticidas e medicamentos), redução do estigma e conscientização do público. Também é preciso fomentar a capacitação de profissionais da saúde, educadores e forças de segurança. […] A identificação precoce e eficaz é fundamental para conseguir que as pessoas recebam a atenção que necessitam.

Quando falamos sobre um assunto tão abrangente, como o suicídio, que não tem classe social, raça ou religião, estamos abrindo para possibilidades de intervenção, e sempre é melhor prevenir do que remediar.

 

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