Setembro Amarelo: o problema do suicídio e a dor de estar vivendo


Resultado de imagem para desintegraçãoFalar da morte é sempre algo assustador para nós. Buscamos criar razões, porquês, motivos que justifiquem a partida de pessoas importantes para nós. Socialmente há uma tendência a aceitar com mais facilidade as mortes que ocorrem pelo envelhecimento, adoecimento físico e algumas outras. Mas quando se trata de suicídio, a percepção e a aceitação da morte tornam-se um mistério.

Tratar como um tema tabu, algo que não se pode falar, colocar na periferia das discussões não irá resolver a crescente estatística de mortes por suicídio. É traumático, causa grandes dores na família e amigos, mas em respeito a quem partiu devemos conversar sobre o assunto. Buscar culpados não soluciona, pelo contrário agrava a situação da dor. É preciso compreender a dinâmica envolvida em tamanho sofrimento para que possamos evitar que mais pessoas sofram.

Por isso, a OMS elencou alguns fatores de proteção a fim de promover uma cultura da vida, de prevenção que nos auxilia no combate tanto do suicídio como de outras doenças mentais. Eis alguns fatores:

  1. Bons relacionamentos familiares, apoio familiar durante os sofrimentos em cada fase da evolução do indivíduo
  2. Desenvolvimento de habilidades sociais (comunicação, interação, criação de vínculos, estabilidade emocional etc)
  3. Confiança em si mesmo e nas capacidades pessoais
  4. Participação de grupos sociais (escola, família, igrejas, associações, agremiações etc)

Se pensarmos no desenvolvimento integral do ser humano, é fundamental que haja ambientes diversificados nos quais uma pessoa possa se sentir parte, interagir, participar e mostrar seu valor, suas capacidades.

É nessa falta de integração, interação social que podem surgir problemas para o indivíduo (depressão, doenças mentais, transtornos psicológicos, desajustamento etc) e com isso levá-lo a eliminar a dor de estar vivendo, através do suicídio.

Não é “frescura”, “bobagem”, “falta do que fazer” e demais nomenclaturas sociais. São problemas graves que ameaçam a constituição do indivíduo. Atitudes preconceituosas ou rasas como essas acabam estimulando pessoas com ideação suicida a cometer o ato a fim de se livrarem da dor de não ser nem pertencer aos grupos, a si mesmo.

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