Setembro Amarelo: precisamos falar sobre o suicídio -Parte 01


Um tema tabu transforma as discussões em um problema. Se falamos sobre o assunto, provocamos reações negativas (e positivas também), mas se não falamos, então falhamos em nossa missão de promover a reflexão, a discussão, a ampliação da visão. É com esse espírito que nos propomos apresentar aspectos do suicídio.

Segundo dados estatísticos, o Brasil é o 8º país em número de casos, sendo que houve um aumento entre 2000 a 2012 para 10,4% no número de vítimas. Um fator que pode comprometer a precisão dos dados é o tabu envolvido nesse assunto.

“Em números absolutos, foram 2.898 suicídios de jovens de 15 a 29 anos em 2014, um dado que costuma desaparecer diante da estatística dos homicídios na mesma faixa etária, cerca de 30 mil.

‘É como se os suicídios se tornassem invisíveis, por serem um tabu sobre o qual mantemos silêncio. Os homicídios são uma epidemia. Mas os suicídios também merecem atenção porque alertam para um sofrimento imenso, que faz o jovem tirar a própria vida’, alerta Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso).” BBC Brasil.

Fatores como doenças mentais, abuso de álcool e outras drogas, abusos, bullying, violência doméstica estão entre os propulsores dos suicídios. Países de baixa renda registram o maior número de suicídios.

É preciso superar o tabu e falar abertamente sobre o tema. Não há romance em volta da morte. Ela não é a solução para os problemas. Precisamos compreender as dificuldades envolvidas no processo de estruturação e desenvolvimento do ser humano, suas relações e intervir, promover ações que ajudem a superação e a integração dos indivíduos a sociedade e demais ambientes.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *