O poder do exterior sobre nós


Hoje trago a reflexão de Amy Morin sobre o poder do exterior sobre nossas decisões. No Capítulo 2 de seu livro “13 coisas que pessoas mentalmente fortes não fazem“, a autora aborda aquelas situações nas quais nós abrimos mão de controlar nossas atitudes para satisfazer a vontade dos outros. Um pedido de favor de um amigo, vizinho; depender dos elogios alheios para se sentir capaz. Lembra da autopiedade. Ela pode retornar e fazer você se tornar depende da aprovação das pessoas ao seu redor.

Claro que podemos continuar ajudando os amigos, vizinhos, desconhecidos; elogios sempre são bem vindos! E é óbvio que por vezes estamos fragilizados em algumas situações da vida. Contudo, estabelecer limites físicos e emocionais é a chave para manter o controle ou o poder sobre nossas vidas. Aprender a dizer “NÃO” quando a vontade do outro é invasiva ou ofensiva.

“Quando você não tem confiança em si mesmo, toda a sua autoestima depende da forma que os outros enxergam você”. Isso é se tornar um refém do outro, já não há uma relação de troca de afetos, mas uma negociação constante onde alguém sempre é devedor, dependente.

Eis alguns passos para retornar o poder sobre sua vida:

  1. Identifique as pessoas que detém poder sobre você: Para isso identifique as circunstâncias, pessoas ou sentimentos externos pelos quais você culpa. É muito mais fácil culpar o patrão, chefe, parceiro, amigo etc. Mas isso gera uma dependência negativa da pessoa ou situação. Olhe sua linguagem, a forma como fala das pessoas e situações e irá perceber o quanto você está culpando o mundo externo para fazer você se sentir pra baixo e irá perceber que está dando a essas situações e pessoas um poder gigantesco sobre você, ao mesmo tempo que estabelece uma relação negativa, doentia com eles.
  2. Pense antes de agir: se algo, situação ou pessoa, irrita ou desperta raiva, respire fundo. Você não é obrigado a REAGIR a tudo, instantaneamente. Procure sair da situação ou afastar-se da pessoa, pensar melhor sobre isso com um olhar de fora, longe do “calor das emoções”. Para isso, se distraia com alguma atividade diferente. Lembre-se: você não é refém das situações e não precisa reagir o tempo todo a tudo que lhe acontece.
  3. As críticas não dizem tudo sobre você: Antes de levar muito a sério as críticas a seu respeito, tome consciência de que é a opinião de alguém a seu respeito. Lógico que a maioria de nós gostaria de ser admirado e elogiado por todos. Contudo, não podemos e não damos conta de corresponder as expectativas de todo mundo. Avalie se a crítica alheia é funcional, tem validade, corresponde ao seu modo de ser. Considere antes de responder.
  4. Reconheça que você tem ESCOLHA. Para cada situação, crie pelo menos três ou quatro soluções, alternativas. Porque em tudo podemos decidir, escolher como agir. Basta pensar melhor e considerar as possibilidades.

Dicas de Amy Morin

Amy Morin traz uma escolha fundamental a ser feita para quem deseja manter o poder sobre si mesmo: o perdão. Perdoar reduz estresse, melhora a saúde psíquica e cardíaca, aumenta a tolerância à dor e ajuda a viver mais. Perdoar significa libertar-se da relação negativa com a pessoa, mesmo que ela tenha errado. Não se trata de somente “ter razão”, “estar certo”. Na verdade, trata-se de se libertar das reclamações, do envenenamento mental, murmurações que o rancor e a raiva – quando nutridos – acabam nos afundando.

Então, quais são as pessoas que você precisa perdoar para retomar o seu poder pessoal?  Quais situações você estabelecer limites emocionais e físicos mais saudáveis?

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