Como ser uma mãe suficientemente boa!


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Passo 1: Vista-se de mulher maravilha e esteja disposta a salvar o mundo 24 horas por dia. Não deu certo? Vamos por outro lado então…
O que sabemos? Que nenhuma mãe é tão perfeita quanto os filhos dizem nas declarações postadas, que para chegar até qualquer resultado houveram algumas falhas e isso é primordial reconhecer, mães falham, mães não são máquinas programadas e – pasmem – máquinas programadas também falham.
Segundo Winnicott, um psicanalista e pediatra, mãe suficientemente boa é aquela que cuida das necessidades do filho satisfazendo-as e dando a ele a ideia de onipotência, de que ela é parte dele e tudo ao seu redor está voltado diretamente para ele. Dentro desse cuidar está o “segurar” e “manejar” o bebê de maneira adequada, de forma a fazer ele se sentir integrado e sustentado, “apresentar objetos” trazendo o mundo externo para a realidade do bebê, de forma que ele consiga interagir e perceber que o mundo vai além da relação dual (ele e a mãe), essa mãe vai se tornando aos poucos substituível, vai permitindo com que o bebê conquiste sua dependência relativa e que sua caminhada na linha do amadurecimento seja feita de maneira saudável.
Essa mãe vai aos poucos apresentando falhas, retomando sua vida pessoal, saindo do estado de preocupação materna primária, onde estava completamente voltada ao bebê e suas necessidades. Essas falhas, de maneira ponderada, não apresentam riscos ao desenvolvimento do bebê, pelo contrário, fazem parte do seu desenvolvimento. Com o tempo ele percebe que essa mãe se ausenta, porém retorna ao final de um expediente, ou de uma ida ao mercado.
Portanto, pode-se entender por falhas maternas a não satisfação imediata do bebê, onde ele passa a perceber a mãe como pertencente ao meio ambiente, externa a ele. Essas falhas não devem se dar de maneira crônica, o bebê não deve se sentir abandonado e esse sentimento não deve persistir por muito tempo. O crescimento e a busca pela independência é gradual, essas apresentações de falhas também devem se dar do mesmo modo e de forma a não causar danos na linha do amadurecimento.
Conclui-se assim que uma mãe suficientemente boa é aquela que até nas falhas consegue ofertar ao bebê o desenvolvimento individual saudável, de maneira que não danifique sua linha do amadurecimento.

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