Autopiedade: o mais destrutivo dos sentimentos


Continuando nossa série de resumo do livro “13 coisas que pessoas mentalmente fortes não fazem“, de Amy Morin, o capítulo 1 fala da autopiedade: sentimento terrível que empurra a pessoa para uma situação de vítima, incurável, de desistência diante das situações. Sentir tristeza e ficar abatido é comum, contudo, quando se instala uma autopiedade a pessoa se acomoda e não busca mudança. Pelo contrário, acaba por se afundar mais no sofrimento no qual está envolvido.

A autopiedade por ser usada como uma forma de fugir das responsabilidades diante das situações da vida. Escolher é uma das nossas condenações, diria Sartre. Quando decidimos não escolher, já fizemos uma escolha. A autopiedade é uma forma de se vangloriar pela escolha de culpar o resto do mundo pelas situações nas quais estamos envolvidos.”Sentir pena de si mesmo é um comportamento destrutivo que leva a novos problemas e pode trazer sérias consequências”, diz a autora do livro. Gastamos tempo e energia mental para manter a situação, ao invés de enfrentá-la e transformá-la. Autopiedade conduz a cada vez o desenvolvimento de emoções negativas: vira um ciclo vicioso. E nada estará bom. O famoso: “nada presta”, “nada funciona comigo”, “tudo dá errado pra mim”… E com isso acabamos por realizar uma autossabotagem em nossas escolhas: acreditando que tudo dá errado pra mim, não realizo bem minhas escolhas e atividades e acabo me afundando em realizações negativas. “Quando você sente pena de si mesmo, deixa de perceber os aspectos positivos da vida”. Pessoas com comportamentos de autopiedade acabam por se tornar desagradáveis e afastar as pessoas de sua volta, diminuindo assim as relações afetivas e sociais, trazendo problemas interpessoais, no trabalho e nos demais círculos dos quais participa.

Algumas dicas da autora do livro para combater a autopiedade:

1º) Voluntarie-se para uma boa causa, assim tira o foco de você e dos seus enormes problemas.

2º) Faça gestos de gentileza, pois isso trará sentido ao seu cotidiano.

3º) Faça algo dinâmico, como atividade física, ler um livro, algum curso, iniciar um novo hobby.

Isso não é uma regra. A autopercepção é fundamental: reconheça os comportamentos que te empurram para a autopiedade e faça o contrário deles. É fato que uma mesma situação pode ser vista de ângulos diferentes. Uma boa técnica é se imaginar dando o conselho para outra pessoa que estivesse passando pelo mesmo problema que você. Segundo pesquisas temos a tendência de ser mais positivos com os outros. Coloque em prática o conselho que você daria a alguém.

Fundamental é desenvolver uma atitude de gratidão. Por isso, uma importante atividade que podemos desenvolver é chegar ao fim do dia/noite e fazer uma lista com os motivos pelos quais podemos agradecer pelo dia vivido. Sempre há algo de bom que nos aconteceu. Por isso, mude seu foco para as coisas boas e agradeça por elas. E quando falamos em gratidão temos a tendência de pensar em coisas, fatos e acontecimentos grandes. Mas que tal agradecer pelo café junto com o amigo, o almoço em família, o sorriso da pessoa estranha na fila do banco, o bom atendimento do garçom, sua ida ao trabalho etc?

Mais dicas para vencer a autopiedade no capítulo 1 do livro de Amy Morin.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *